Querido príncipe encantado,

Como vai? Creio que não nos conhecemos. Ou melhor, creio que você não me conhece. Eu sei quem é você, aliás, quem não sabe? Você é o sonho de qualquer menina, e até mesmo mulher. Aquele homem perfeito, parte da realeza, romântico, educado, gentil, apaixonado, intenso, delicado. Enfim, veio, por meio desta carta, lhe pedir um imenso favor.

Você poderia dizer a todas as mulheres e meninas do planeta que você não existe? Eu ficaria imensamente grata.

Sabe, as meninas crescem com essa ideia de que têm que achar alguém como você. Perfeito, sem defeitos, e nós dois sabemos que isso não existe, não é mesmo?

E elas viram mulheres e não deixam de pensar assim. Acabam se relacionando, mas sempre buscando a perfeição. Príncipe encantado, você pode explicar a essa meninas e mulheres que a perfeição só existe em contos de fadas?

Eu sei que sou mulher e deveria defender eternamente o sexo feminino e sua eterna busca pelo par ideal, mas dessa vez, vou defender os homens. Só dessa vez.

O par ideal não precisa significar uma pessoa perfeita ao seu lado. Significa alguém que combine mais com você, um casal perfeito. Não duas pessoas sem defeitos. Aliás, as mulheres reclamam tanto, mas acham que não têm seu “defeitinhos” também?

Ok, elas que encontrem um príncipe encantado, como você. O que ele faria na primeira crise de roupa? De ciúmes? Na primeira TPM? Na primeira manha? Como ele reagiria quando ela reclamasse do seu futebol, ou da sua série favorita?

Os homens têm defeitos, e são esses defeitos que fazem a diferença. Uma mulher, sinceramente, não aguentaria um homem perfeito. Eu, pelo menos, não aguentaria.

Um casal precisa brigar, discutir de vez em quando. É saudável pra relação, todo mundo sabe disso. Como conseguir brigar com alguém sem defeitos? Como aguentar um homem que não manda uma mensagem bonitinha com um pedido de desculpas?

Sabe, príncipe, não é nada pessoal. Você faz um ótimo trabalho com as princesas, mas eu acho que você, na vida real, só incomoda. Tire da cabeça delas que só dá pra ser feliz com você. Sem querer ofender, mas você deve ser muito chato.

Eu agradeço a sua atenção e todos os suspiros que arranca por aí, mas passe a vez para os homens de verdade. Afinal de contas, são eles que aguentam as mulheres da vida real, e não as princesas.

Thayane Nestlehner

Por todas as vezes…

…que rimos, até mesmo mesmo com vontade de chorar, ou choramos de raiva, tristeza, emoção ou por uma gargalhada. Por todos os gritos, por todas as intermináveis TPMs. Por todos os “eu te amo” sinceros, e os falsos também. Por todos os amigos, amores e familiares por quem daríamos a vida. Por todos os sonhos. Por todos os dias que, mesmo sem vontade de sair da cama, andamos com um sorriso no rosto. Por todo o ciúmes, controlado ou não. Por todo o dinheiro gasto com maquiagem, roupas, perfumes, sapatos e acessórios. Por toda a satisfação de poder trazer alguém ao mundo, pelo poder de um abraço, de um colo e de um ombro amigo. Pelo poder de ser mãe, de cuidar de alguém. Por todo o sofrimento do salto alto, por todas as horas que demoramos para nos arrumar. Por todas as calorias que contamos em momentos depressivos. Pelas lágrimas. Por todo o estresse de ignorar o preconceito que ainda existe. Pela pressão de ser perfeita, delicada, feminina e sensível. Pela busca do corpo perfeito, do casamento ideal e da vida esperada. Pelos amores e desamores. Por tudo isso, parabéns a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher.

Thayane Nestlehner

Fevereiro

Fevereiro chegou. Que absurdo, de repente estou no quinto semestre da faculdade e tomando decisões importantes. Nem parece que faz tudo isso que saí do colégio, que “passei dessa fase”. Nem parece que faz dois anos que tenho a característica “universitária”. Não parece que faz dois anos que comecei o longo e árduo processo de tirar a habilitação. Mais importante ainda, nem parece que só há dois anos tenho você.

Há dois anos que aprendi a confiar e a merecer confiança. A ser transparente, afinal de contas, ninguém me decifra melhor que você. Aprendi a rir à toa, como todo bobo apaixonado faz. Descobri o que é pensar em uma pessoa tanto que até estranha quando não está pensando mais.

Descobri que não há ninguém melhor para um abraço do que aquele que você pode chamar de amigo e amor. Mais do que tudo, descobri não apreciar a minha sorte e que sou fã do romantismo.

Descobri que adoro flores. E bombons. E mensagens inesperadas. E beijos roubados. Também que amo conversar madrugada adentro.

De todas as decisões importantes que eu tomei  e de todas as coisas que eu aprendi, não esqueço da primeira que você me ensinou e que eu só poderia aprender com você: não há nada melhor do que ouvir um eu te amo sincero e poder sentir o mesmo.

Faz dois anos que muitas coisas importantes aconteceram e mudaram a minha vida. Mas, principalmente, faz dois anos que ela muda com você e por você.

Thayane Nestlehner

Happy New Year

E… mais um ano. Pois é, vem aquele momento saudosista em que todos pensam que passou rápido e etc. Bom, como em 2010, lá vou eu com os meus pensamentos de ano novo.

Nesse ano, eu quero mudanças. Ou melhor, eu preciso de mudanças. Preciso me impor mais, fazer com que mais pessoas me respeitem. Preciso terminar o meu livro, quem sabe conseguir publica-lo. Preciso me livrar dessa DP horrível que já está me assombrando.

Quero meus amigos perto. Os de verdade, o resto eu dispenso. Quero o abraço daquela pessoa especial, mas não apenas em 2012, o resto da minha vida. Quero meu amor, quero pra sempre. Quero manter meu sarcasmo, afinal de contas, ele faz parte de mim. Quero continuar rindo dos meus problemas e me permitir chorar de vez em quando.

Quero manter os meus vícios televisivos muito saudáveis, podem me chamar de louca, mas eles ajudam a estimular minha criatividade e me acalmar. Quero continuar essa pessoa emotiva, que chora com propaganda, com telejornal, com seriado e com novela.

Como todo ser humano, quero esquecer os momentos ruins e guardar os bons. São coisas simples, ou não, mas são os meus desejos para o ano que vem. Veja bem, não são promessas. São desejos.

Nada mais, nada menos do que simples desejos. Não faz mal sonhar em ser uma grande escritora, muito menos desejar estar com quem se ama. Esses não são os meus desejos para 2012, são os meus desejos de sempre e para sempre. Mas, faz bem lembrar-me deles a cada ano que começa. Então, do mesmo jeito que os desejei em 2009, 2010 e 2011, eu os desejo para 2012. Bom, isso se o mundo não acabar.

A todos vocês, um feliz 2012.

Thayane Nestlehner

As Alegrias de Dirigir

Após oito anos dependendo do transporte público, tirei minha habilitação nesse ano, em junho. Embora eu tenha muito a agradecer por não ficar mais no aperto, no meio do suor, ouvindo funks alheios e conversas desnecessárias, com a janela fechada cheio de gente doente, tenho algumas observações que englobam o prazer de dirigir. Vamos por partes:

1 – Motoqueiros: a alegria de qualquer motorista. Eles passam, um atrás do outro, buzinando. Você liga a seta para mudar de faixa e o cidadão, que está muito atrás de você, buzina, como que te impedindo de passar. Delícia. Além disso, tem aquelas ultrapassagens super convenientes quando você está fazendo uma curva, ou aqueles simpáticos que atravessam o farol vermelho, em um cruzamento, e quando você se mata de buzinar, eles te olham com aquela expressão de censura e te xingam. Que beleza.

2 – Pedestres: Quem usa a expressão “respeite o pedestre” deveria completar com “mas cuidado com os suicidas”. Sim, não consigo pensar em outra definição para aquelas pessoas que esperam o farol abrir para atravessar, e ainda andam devagar. Ou aquelas passam que andam no meio dos carros, sem sequer olhar ao redor. Que tal aqueles simpáticos que atravessam bem na curva, sem esperar o sinal fechar, e ainda gritam com você quando você buzina. Ou melhor ainda: aqueles pedestres que passam na frente do carro quando você está com metade dele na rua, saindo, ou atrás, quando você está claramente manobrando. Lindos.

3 – Outros motoristas: Aí, sim. Sabem, eu nunca acreditei quando me diziam que tinha que tomar cuidado com os outros. Pois é. Por exemplo, aquele ser que resolve passear de carro, na pista da esquerda, no meio da semana. Lindo. Você buzina, dá farol, e a pessoa continua andando a cinquenta onde o limite é setenta. Ou, aquele cidadão que pede pra mudar de faixa e, quando você dá passagem, ele demora quatro anos para fazer isso. Outro amado. Não vamos no esquecer dos indecisos, aquelas pessoas que não sabem se ficam em uma faixa ou na outra e decidem permanecer no meio. Obviamente, sem deixar espaço para você ultrapassar. Ao mesmo tempo, tem os apressadinhos que eu tenho certeza que têm uma reserva destinada para multas. Você está no limite de velocidade, e tem alguém buzinando, ou buzina enquanto te ultrapassa rapidamente, e aí você pensa: o limite tá certo? E por último, aqueles queridos que para fazer uma curva ou para entrar em alguma rua diminuem para, algo como, dez por hora. Eu entendo que é necessário diminuir a velocidade, mas não vamos exagerar minha gente.

Bom, essas são as minhas alegrias de dirigir. Obviamente é muito melhor do que me espremer dentro do ônibus, mas, como tudo, tem seu lado negativo.

Thayane Nestlehner

Melhor Amiga

Tá aí uma espécie que não está em extinção. Aliás, tem pra todo lado de tudo quanto é tipo.

Quando se é pequena, melhor amiga é aquela que te empresta a borracha cor de rosa, ou que te dá um pedaço da bolacha de chocolate na hora do lance. Pronto, bastou.

É um tal de uma dormir na casa da outra, pentear o cabelo, fazer a unha, desenhar juntas… E as mães sempre achando uma gracinha “olha, mas elas não se largam!”

Quando a gente cresce mais um pouco, a melhor amiga é aquela que melhor sabe brincar de boneca. Se ela tem a casinha e você o carro, esquece, é a dupla dinâmica. Aí, tudo de novo. Dividem roupa, brinquedo e segredo. Mas o tempo passa e as coisas mudam.

Na adolescência, a gente passa a escolher com mais critério. Ou assim acreditamos.

Um assunto em comum, um momento engraçado, uma matéria explicada, um cola passada adiante. A amizade entre duas adolescentes pode começar de vários jeitos, e acabar também. E a intensidade é a mesma de quando se é menor.

Você ama como irmã, você conta tudo, TUDO, você quer passar o tempo todo com ela. Você fica horas no telefone e sempre deixa de falar alguma coisa, você se contenta com um abraço para ficar bem, você consola e dá bronca quando for preciso.

Melhor amiga é demais, mas eu não tenho melhor amiga. Eu tenho uma sis, uma madrinha, uma irmã e uma gêmea. Tenho aquele grupo de amigas BEM antigo, que é cheio de melhores. Tenho uma nega, uma minha, uma barbie, uma bisca, uma bitch, uma piri e um baby. Tenho um chaveiro preto, uma benhê, uma neném, uma rah e uma loira. Eu tenho várias melhores amigas, várias amigas eternas e nunca esqueço das que já chamei de “melhor amiga eternamente”.

Só quando a gente cresce descobre que melhor amiga é coisa de criança. É importante ter aquela amiga com quem contar, mas melhor ainda é se não for só uma, e sim várias.

Thayane Nestlehner

29 de janeiro de 2008

Terça-feira, 29 de janeiro de 2008. Eu não esqueço desse dia. Depois de cinco meses lutando para não mudar de colégio, eu havia perdido. Lá estava eu, tomando café da manhã extremamente contrariada. Tinha dormido pouco e mal devido à formatura da minha mãe, na noite anterior. Entrei no carro e passei o caminho calada. Minha mãe tentando me acalmar com frases do tipo “Você vai acabar gostando”, mas sabia que era em vão. Nada iria mudar a minha expressão.

Era a primeira vez que eu chegava em um colégio sozinha. Segundo ano do colégio, ou seja, no meio do colegial. O Colégio Elvira Brandão, para onde eu estava indo, vai do berçário ao terceiro colegial. Isso significa que eu estava chegando em um lugar onde todo mundo se conhecia há, pelo menos, dois anos. Eu era praticamente uma intrusa.

Cheguei e fiquei totalmente na minha. Tinha um bom número de pessoas do lado de fora, mas eu entrei e sentei. Estava simplesmente morrendo de vergonha.

Fui percebendo que não era a única aluna nova. Aliás, contando comigo, eram cinco meninas. Uma delas estava voltando, depois de passar um ano estudando no México. Outra, já conhecia algumas pessoas ali dentro.

Primeira aula, educação física. Nada como um jogo de queimada, que sempre concentra um número de meninas no mesmo canto, para que as conversas casuais começassem a acontecer.

Os primeiros dias se arrastaram lentamente. Para cada professor que entrava, eu tinha que dizer meu nome, que nunca entendiam de primeira, e de que escola eu vinha. Mas, com o tempo, eu fui me adaptando.

Comecei a sentar no mesmo lugar, a mesma segunda carteira da terceira fileira da direita para a esquerda. Me enturmei. Comecei a conversar com boa parte da sala.

Tive grupos de amigas que se desmancharam com o tempo. Me apeguei a um que existe até hoje. Fiz grandes amigos e amigos terrivelmente decepcionantes. Me surpreendi com o quanto aquele colégio tinha a me oferece uma vez que baixei a guarda. Professores bons, ruins e excelentes. Momentos que vou lembrar com carinho e momentos que tento esquecer. Pessoas.

Pessoas boas, pessoas más, pessoas carinhosas, pessoas egoístas. Amigos que, por mais que o contato diminua com o tempo, eu nunca vou esquecer. Um amor.

Hoje, digo com certeza absoluta que ir para aquele colégio foi a melhor coisa que podia me acontecer. Não sei como seria, como eu seria, sem ter estudado em um lugar com um ambiente tão bom, tão acolhedor.

No dia 29 de janeiro de 2008, eu odiava aquele lugar e todo o contexto que me levava a ele. Hoje, sinto saudade do tempo que eu vivi ali.

Thaty Nestlehner

Ex-namorados

Ele: Não, eu quero que você seja muito feliz. De verdade… Segue com a sua vida, eu vou seguir com a minha. Juro, sem ressentimentos… podemos ser amigos! Claro, claro… tomara que você encontre um cara bem legal que te faça muito feliz. De verdade, a gente se vê, se cuida.

Ele de verdade: Quer saber? Que se dane essa mina! Pelo amor, espero que ela se ferre muito nessa vida, espero que ache um cara bem imbecil pra perceber o que ela perdeu!! Que saco, ela vai ver, quando ela me quiser de volta, eu vou estar com uma mina espetacular e vou rir na cara dela!! Nunca mais quero ver essa mina na minha frente! Não, não tô no clima de sair… relaxa, depois eu falo com você.

Ela: faz o que você achar melhor. Tá, você quem sabe. Não, numa boa. Tô bem, sério. Não se preocupa. Para com essa de quero que você seja feliz, eu sei disso… Tá, se cuida. Ok.

Ela de verdade: Quero que esse menino se exploda, na boa!! Se ele acha que eu vou ficar aqui chorando por ele, ele está muito enganado! Vou curtir minha vida que eu ganho mais… Se ele quer ficar com aquelas minas ridículas, problema dele. Não dou a mínima, tô muito melhor sem ele. E aí?? Vamos sair? Tô a fim de desestressar!

No final, quem é mais sincero?

Thayane Nestlehner

P.S.: Esse é um caso, meninos, não tenham verdadeiros ataques. Não estou generalizando.

The boy who lived

Assistir ao filme Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 mexeu comigo por muitos motivos. Primeiro, porque foi totalmente além das minhas expectativas. Segundo, porque foi praticamente perfeito. Obviamente, como alguém que leu cada livro mais de cinco vezes, soube identificar algumas falhas em relação às obras. Mesmo assim, o filme merece aplausos.

O atores cresceram junto comigo, praticamente, e junto com os filmes. A cada filme, eles estavam melhores. No oitavo e último foi como se eles estivessem, de fato, se despedindo de cada fã espalhado pelo mundo dando o melhor em cada fala, cada expressão. O encerramento é quase como o esperado, quase como deveria ser.

O último livro da série é brilhante e, confesso, tive medo de o filme não chegar a altura. Pois chegou. Parte 1 e parte 2 simplesmente de tirar o chapéu, dignas de leitores fiéis e apaixonados pelo mundo da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e todos os personagens dessa obra fantástica, em todos os sentidos.

Como fã irremediável de Harry Potter, eu fico triste com o fim da saga. Foram anos aguardando ansiosamente o próximo livro, o próximo filme, até álbum de figurinha eu tive!! Agora, depois de uns dez anos, é como se eu não tivesse mais o que esperar. Até o trailer no cinema era motivo para alegria.

Pois é. Depois de tanto tempo, hoje foi a hora de dizer adeus. Aliás, adeus não, isso é um tanto piegas. Foi a minha hora de aplaudir em silêncio, de ficar feliz por ter acompanhado essa sequência fantástica de ideias além da nossa imaginação e de efeitos especiais de deixar qualquer um de queixo caído. Admiração é pouco o que sinto pela criadora de tudo isso, uma ideia que saiu de um guardanapo e que muitos disseram que não daria em nada. Hoje, deixa milhões de fãs pelo mundo inteiro com os olhos úmidos diante do fato de não ter mais Harry Potter… nem pra ler, nem pra assistir.

Mesmo assim… todos esses anos, essa páginas, essas filas, essas horas no cinema, essa expectativa… Tudo valeu mais do que a pena, e eu viveria tudo de novo.

Thayane Nestlehner

Saudade (2)

Saudade de um toque, de um olhar, de um carinho. Saudade de um abraço, de uma risada, de um sorriso. Saudade do jeito que você me protege, da intensidade do seu olhar, do calor do seu beijo. Saudade de passear de mãos dadas, de esquecer de tudo e de ser mimada. Saudade das suas surpresas, suas mensagens e de seus beijos roubados. Saudade de tudo o que me lembra você, de tudo o que costumamos fazer e de tudo o que planejamos mesmo quando não vai acontecer. Saudade do seu amor, do seu romantismo. Saudade de você.

Thayane Nestlehner

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